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Peptídeo — O que a evidência mostra

Por Redação · publicado 2025-10-30 · última revisão 2025-11-18 · Topic

Tudo o que segue trata de Peptídeo. Mantemos linguagem clara, apoiamos na literatura e separamos o bem documentado do que segue em aberto.

Última revisão em 2025-11-18. Quando uma afirmação depende de um estudo específico, o estudo é descrito em vez de superinterpretado.

Qualidade e análise

A primeira ação de combate desse regimento teve lugar em 25 de setembro e valeu a seu comandante, Antônio Sérgio Dias Vieira da Fontoura, ser agraciado com a patente de coronel por sua atitude no combate nesse dia. A batalha se resolveu para a brigada do Pará com 54 perdas, das quais 19 mortos, inumados em Canudos. Se a ação dos paraenses se cumpriu a despeito das ordens do alto comando (pelo que seus chefes foram severamente repreendidos por Artur Oscar), ela trouxe uma contribuição decisiva para o cerco final de Canudos. Subsequentemente, os paraenses participaram ainda dos combates de 1 de outubro, e se viram encarregados de manter posições no noroeste da margem esquerda do rio Vaza-Barris. Após a queda de Canudos em 5 de outubro de 1897, o 1º corpo de polícia do Pará foi designado, conjuntamente com o 12º corpo do exército, para a guarda dos prisioneiros, guarda durante a qual foi praticada a gravata vermelha. Não resta dúvida de que muitos policiais paraenses perpetraram esses degolamentos, sem que lhes fosse cobrado em seu estado de origem, onde o governador, preocupado em justificar o envio de sua força policial à Bahia, os elevou a heróis. O regimento do Pará, recebida a ordem de retirada em 7 de outubro, chegou a Salvador no dia 16, onde foi festejado, como todas as tropas regressas do sertão. Embarcaram para Belém em 23 de outubro, onde aportaram em 4 de novembro e onde os aguardava uma vibrante acolhida, com desfile das tropas e muitas homenagens oficiais.

Fontes: pt.wikipedia.org

Estabilidade e armazenamento

Houve também protestos, muitas vozes se erguendo com efeito, à imagem do resto do Brasil, contra as injustiças e atrocidades cometidas pelas tropas governamentais em Canudos; contudo, os protestos não tiveram em Belém a mesma amplitude que, p. ex., na capital federal, e não impedirão que vários militares ex-combatentes de Canudos fossem promovidos por motivo de bravura pelo governo do estado federado. O nome de Bairro Canudos foi dado a um bairro no leste da cidade de Belém em homenagem ao contingente policial presente em Canudos. O primeiro livro de Marreca sobre esse assunto só saiu, sob o título de A Milícia Paraense e a Sua Heróica Atuação na Guerra de Canudos, em 1937, ou seja, 40 anos após o fim da guerra, sem que seja possível identificar a razão desse atraso. Apesar desse desfalque de 40 anos, esse escrito se enquadra na série dos escritos apologéticos de militares, pois lhe conserva o espírito e o ângulo de visão. Num segundo livro, Histórico da Polícia Militar do Pará: Desde seu início (1820) até 31 de dezembro de 1939, Marreca traça a história da polícia militar do Pará ano por ano; o conteúdo desse livro reencontra, no que toca a Canudos, bastante fielmente o da primeira obra, à exceção da inclusão de alguns documentos importantes. É, contudo, no primeiro livro que o autor faz parte de sua visão de Canudos e da guerra. Além de suas memórias pessoais, Marreca recorreu para a redação do livro a documentos primários, como p. ex. os registros da polícia.

Fontes: pt.wikipedia.org

Notas práticas

O texto de Marreca abunda em detalhes sobre a expedição, principalmente sobre o embarque, os itinerários seguidos, os combates e o regresso ao Pará. Não hesita em interromper várias vezes o fio do relato para descrever em seus diversos aspectos certas localidades atravessadas pela tropa, sendo o principal exemplo o burgo de Monte Santo. A visão de Marreca sobre os habitantes de Canudos não difere do discurso dominante difundido pela imprensa de Belém, onde eram sempre qualificados de jagunços; em certas passagens do livro, os Canudenses são assim descritos: «os jagunços, de fisionomia sinistra, busto desnudo, esqueléticos, com a feiura típica dos fracos e o heroísmo característico do brasileiro [...]». O texto de Marreca, arrebatando o leitor numa verdadeira viagem pelos campos de batalha do sertão baiano, pulula de detalhes sobre os combatentes, mas apenas sobre os de seu próprio campo, permanecendo os adversários no anonimato. Outra tendência do autor se manifesta ao longo de todo o relato, aquela que o leva a tratar como heróis todos os militares de seu regimento, mas sobretudo os oficiais, mais particularmente o tenente-coronel Fontoura, cuja decisão de desobedecer à ordem de Artur Oscar de abandonar as posições conquistadas na sequência do combate de 25 de setembro. O autor justifica o envio da tropa do Pará transformando o combate em que participou em combate decisivo para a vitória das forças republicanas.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Comparação com alternativas

Embora Marreca escrevesse no Pará, isto é, na periferia do circuito intelectual brasileiro, e que seu livro tenha saído 40 anos após o evento, muito mais tarde que o livro de Da Cunha, o cientismo que transparece em sua obra se apoia bem nas ideias de Os Sertões. O fato de o livro ter permanecido na obscuridade pode sem dúvida explicar-se pela qualidade de militar de seu autor e por sua data de redação, 1937, isto é, em plena era Vargas, marcada por um governo ditatorial, nacionalista e militarista, era seguida de um período de governos militares que durou cerca de 21 anos, que deixou marcas profundas na sociedade brasileira e a predispunha pouco a apreciar uma obra repleta de elogios aos militares e exaltando seu gesto «heroico».

Fontes: pt.wikipedia.org

Perguntas frequentes

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